
sabe aquela dorzinha aguda que aparece na boca do estômago quando você vê alguém de quem você gostou [ou gosta, nunca se sabe] muito passeando de mãos dadas no shopping com alguém que não é você? é ciúme.
sabe aquele sorriso enviesado que você dá quando o seu melhor amigo te apresenta um outro amigo que você não conhece, e eles ficam conversando e rindo de coisas que você não entende, ou das quais não participou? é ciúme.
sabe quando você tem três anos e vê seus pais abraçados e tem vontade de fazer manha apenas para que eles se desgrudem e voltem a te dar atenção, afinal eles são só seus e não um do outro? é ciúme.
sabe a agonia dolorosa que toma conta de você e te dá vontade de arremessar coisas na parede com toda a força quando você está apaixonado e imagina o seu objeto de paixão se pegando loucamente com uma pessoa qualquer? é ciúme.
eu não tenho ciúme, só estou cuidando do que é meu, diz a minha querida mamãe como justificativa para os momentos em que ela vê as chamadas do celular de papaizinho e vasculha os e-mails dele. eu discordo dela.
ciúme dói. ciúme arde. ciúme enlouquece.
sei disso porque eu sou uma tremenda ciumenta. daquelas que brigam por algo que só existe em suas próprias mentes doentias. mas eu não tento me cegar. sei, com a parte racional do meu cérebro, que ciúme é só uma forma diferente de expressar medo, de mostrar insegurança, de destruir relacionamentos. mas a emocional se sente tão ameaçada, sempre, que precisa testar as relações que fazem parte da minha vida sempre que é possível. ele não é bom para ninguém. nem para quem sente, nem para quem causa. a única função do ciúme é destruir as coisas bonitas e boas da vida.
desdêmona que o diga, coitadinha.
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